2023
Em FRENTE. VERSO. REVERSO as obras das artistas emergem como galáxias musicais com pulsações interdisciplinares incrustadas em suas irradiações pelo Estúdio Extraordinário, incluindo a performance na varandinha de Eliane, Lucrécia e Raquel. Possibilitando, assim, constatar a função social da arte de projetar o que nos atinge e também de atingir, de ser uma ferramenta de expressão do solapado individualmente relatado, empolgante e penetrante ao ímpeto coletivo.
Gil aproxima-se de uma dupla condição de criador: de um lado lhe cabe o lugar expandido de “performer designado”, termo cunhado por Claire Bishop (2012), direcionado para aqueles que ativam ações/performances na condição de criadores terceirizados, selecionados por uma determinada habilidade profissional ou física, com todos os riscos e diferentes graus de imprevisibilidades implicados, todavia GIL, artista e escultor, tensiona o que a princípio seria a condição de um “terceirizado” de segundo grau da ação, um intérprete tridimensional do corpo em ação no tempo, para assumir seu lugar como modelador de imagens.
Para Rafa Vieira, "VIVEIRO" é, acima de tudo, um convite à liberdade, à resistência e ao fortalecimento pessoal e coletivo. As obras estimularam o espectador a identificar as "gaiolas" que os limitam, ao mesmo tempo em que valorizaram os elementos que melhoraram o crescimento e a reconexão com suas tradições e origens. A exposição busca inspirar novos voos, incentivando o público a compensar suas próprias histórias e os legados que moldaram suas vidas.
A mostra Ateliê de Artistas apresenta o trabalho de dezoito artistas com um conjunto de 75 obras produzidas durante os processos de pesquisa e criação desenvolvidos no programa “Ateliê de Artista”, promovido pelo Estúdio Extraordinário e mediado por Raquel Fayad. As obras, que abrangem esculturas, pinturas, fotografias e instalações audiovisuais, revelam o percurso íntimo e criativo dos participantes, destacando a riqueza de suas trajetórias artísticas. A exposição acontece no Espaço Cultural Almeida Júnior, em Itu, interior de São Paulo, e convida o público a mergulhar na pluralidade de linguagens que emitem os diálogos entre o individual e o coletivo.
Eliane Gallo, Gersony Silva, Gessica Morais, Luciana Boaventura, Ninetta Rabner, Raquel Fayad, Rosa Grizzo e Shirley Cipullo, do Grupo Rosa Choque, elaboram em suas obras a ideia, algo contraditória, de sustentar o efêmero. Entre permanências e mudanças, entre a afirmação de identidades e a dissolução do eu, entre o passado e o presente, seus trabalhos habitam um lugar instável.
A memória fugidia, a invisibilidade do trabalho das mulheres dentro e fora do campo das artes, as lutas por reconhecimento e contra a violência e a possibilidade de um exercício experimental num mundo dominado pela lógica da produtividade são algumas das recorrências desse conjunto de trabalhos, agora reunidos na mostra Sustentar o Efêmero.
A Exposição Coletiva de Monóculos “CORAGEM!”, dispõe de 80 monóculos instalados nas grades do Estúdio Extraordinário, localizado em Itu/SP, contemplando o projeto “Fronteiras”. Nesta Exposição, vemos uma série de monóculos que carregam a particularidade de trinta e nove artistas debruçados à coragem e trazendo fragmentos fotográficos que envolvem o espectador numa jornada de curiosidade e decisão. Olhar ou não olhar? Basta coragem!
Os monóculos são objetos cônicos que possuem uma lente direcionada à uma fotografia depositada em seu interior, instigando um olhar focalizado à imagem. O objeto simples popularizou-se entre as décadas de 60 à 80 em praças, quermesses e festividades Brasil afora. Uma espécie de souvenir da época que carregava um pedaço do tempo, servindo de recordação.
O “Levante Extraordinário” será o “esquenta” do Levante das Minas, uma iniciativa que, desde 2020, impulsiona mulheres artistas a desenvolverem suas habilidades criativas por meio de ações de capacitação e empoderamento que aconteceu dia 9 de março, no Deck Salto. O objetivo é fortalecer o protagonismo feminino nas áreas da música, artes visuais, cênicas e dança.
A mostra ocupou os diferentes espaços do EE, possibilitando ao público diferentes experimentações sensoriais e artísticas.
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