4ª ENCONTRO EXTRAORDINÁRIO
Com Lilian Solá Santiago
Imagens negras e disputa de narrativas na Retomada do Cinema Brasileiro
Vivemos num período em que atores negros estão mais presentes no audiovisual de forma humanizada, contudo essa é uma história bem recente. O período conhecido como Retomada do Cinema Brasileiro, a partir de 1995, teve como principais bilheterias em seus primeiros 20 anos, filmes que imprimiram grande quantidade de corpos negros criminalizados em tela, como as grandes bilheterias Cidade de Deus, Tropa de Elite, entre outros. Lilian Santiago, como produtora, acompanhou de dentro este processo e, como participante do grupo Cinema Feijoada, torna-se a principal voz feminina precursora do audiovisual negro brasileiro contemporâneo. Documentarista, mãe e treinadora de cineastas, Lilian fala sobre audiovisual como ferramenta de persuasão e mudança de atitude na atualidade.
Documentarista pioneira do cinema negro no Brasil. Nos anos 2000 participa do Grupo Cinema Feijoada e, com “Família Alcântara” (2006, com Daniel Santiago), torna-se a primeira mulher negra a lançar um documentário em salas de cinema do Brasil. Realizadora (diretora, roteirista e produtora) realizou mais de uma dezena de documentários premiados no Brasil e no exterior e também atua como roteirista. É Bacharel em História (1998), Mestre em Integração da América Latina (2004) e Doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais, sempre na Universidade de São Paulo. Após um período dedicado à maternidade e ao ensino superior, volta-se à pesquisa acadêmica ativa na intersecção entre Cinema, História e Memória, criando a instalação “Casa da Memória Negra de Salto”, desde 2016 no Museu da Cidade de Salto / SP. Em 2021 recebeu o Prêmio Willian Greaves ( Firelight Media - USA) com o projeto de documentário “Quase da Família”. Atualmente desenvolve o filme documentário “Pega a Laço”, que ganhou os prêmios Chavón e MiradasDoc no Diáspora Lab 2022.